PT Colônia

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Sobre o Blog

Este Blog compõe-se de um feed de notícias sobre as atividades do Núcleo do PT Colônia, além de notícias de cunho político do Brasil, da Alemanha e do mundo. Além disso o espaço é aberto para que os integrantes do Núcleo do PT Colônia possam publicar textos relevantes de sua autoria.

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IV EPTEX e 4o Congresso Nacional

PTPosted by Julia Mattei 14 Sep, 2011 22:45

Segue o folder com as resoluções aprovadas em Londres ao final do IV Encontro dos Petistas no Exterior (EPTEX) em maio de 2011:



Abaixo o arquivo com as resoluções aprovadas no 4o Congresso Nacional do PT realizado de 2 a 4 de setembro de 2011:




E em destaque as resoluções para reforma estatutária relacionadas aos petistas no exterior aprovadas durante o 4o Congresso Nacional do PT:


38. Reforma aprovada sobre Núcleos no Exterior

No caso dos núcleos do PT no exterior, para participação nas eleições internas, além da exigência estatutária de filiação mínima de um ano, somente terão direito a voto os filiados vinculados ao núcleo há pelo menos seis meses.

Os núcleos de base no exterior realizarão periodicamente o Encontro de Petistas no Exterior (EPTEX), a ser regulamentado pelo Diretório Nacional do PT.

Acrescentar ao Art. 60: No caso dos núcleos no exterior, serão eleitas também coordenações regionais, cujo funcionamento será regulamentado pelo DN.

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No PT, mulheres tomam o poder

PTPosted by Julia Mattei 04 Sep, 2011 22:41

Depois de conquistar a Presidência da República e cargos estratégicos no governo, a ala feminina do PT, que se divide em várias tendências internas, se uniu e conseguiu aprovar neste sábado uma regra inédita na política partidária brasileira. Elas passarão a ocupar 50% de todos os cargos de direção do partido, a partir das próximas eleições internas, previstas para o final do próximo ano.

O 4º Congresso Nacional do PT, que termina neste domingo, em Brasília, também decidiu que, além da paridade feminina no comando, pelo menos 20% dos futuros dirigentes terão que ser jovens de até 30 anos e outros 20% negros.

O debate foi acirrado no Congresso. A proposta original, formulada pela Comissão de Reforma Estatutária, fixava a margem de participação feminina em 40%. Tentaram ainda negociar com as mulheres para que o índice fosse atingido de maneira gradativa, ampliando os percentuais a cada processo eleitoral.

A mobilização das mulheres foi maior. Elas conseguiram assinaturas de “puxadores de votos” do Diretório Nacional, como o ex-ministro José Dirceu. Um a um, elas foram convencendo os dirigentes até que conseguiram quase unanimidade. Ao final, elas comemoraram aos gritos e abraços.

“Quer dizer que, como eu sou macho, velho e branquelo, estou fora do comando, né?”, brincava um dirigente ao final da votação.

Na realidade, como o critério é de transversalidade, não sobrarão apenas 10% para os homens brancos e maiores de 30 anos. Uma mulher jovem e negra, por exemplo, entra para a cota em cada uma das categorias. Além disso, a medida ainda terá que ser adaptada regionalmente pelo partido, de acordo com a característica da população local.

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Article printed from CartaCapital: http://www.cartacapital.com.br

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[1] José Dirceu x Veja: http://www.cartacapital.com.br/politica/jose-dirceu-x-revista-veja

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Orientação Jurídica aos Brasileiros no Exterior

Brasileiros no exteriorPosted by Julia Mattei 16 Aug, 2011 09:35
O MRE criou a Cartilha de Orientação Jurídica aos Brasileiros no Exterior, elaborada pela Defensoria Pública da União, em maio de 2011 e que tem como objetivo "esclarecer, de forma didática, as dúvidas apresentadas pelos nacionais brasileiros residentes no exterior quanto às providências necessárias para obter gratuitamente,

por intermédio da DPU, a homologação de sentenças estrangeiras e a

resolução de outras pendências jurídicas no Brasil".


Vale a pena conferir!


http://www.portalconsular.mre.gov.br/apoio/1cartilha_dpu-mreversao_visualizacao.pdf

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Dilma anuncia 75 mil bolsas nas melhores universidades do mundo

NotíciasPosted by Julia Mattei 22 Jun, 2011 11:46

Em: Jornal do Brasil - 21/06 às 17h27 - Atualizada em 21/06 às 21h10

http://www.jb.com.br/pais/noticias/2011/06/21/dilma-anuncia-75-mil-bolsas-nas-melhores-universidades-do-mundo/



Dilma anuncia 75 mil bolsas nas melhores universidades do mundo

Por Luís Bulcão



Em uma cerimônia que homenageou os 504 melhores alunos de matemática do ensino público brasileiro, ocorrida na tarde desta terça-feira no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a presidente Dilma Rousseff anunciou um programa que vai conceder 75 mil bolsas de estudo para graduação, pós-graduação e doutorado "nas melhores universidades do mundo".


"Nós estamos fazendo isso porque nós temos uma riqueza enorme. Essa riqueza é a nossa juventude. Queremos ter acesso ao que há de melhor no conhecimento hoje". A presidente garantiu que as bolsas começarão a ser concedidas já no próximo semestre. Ainda sem explicar o processo de seleção, Dilma assegurou que as bolsas serão concedidas "por mérito" aos estudantes.


"Não será qualquer universidade internacional. Queremos nossos estudantes, seja nos Estados Unidos, na França, na Alemanha, e por que não em emergentes, como a China, nas melhores universidades do mundo", afirmou.

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Clima de IPM no Itamaraty

Brasileiros no exteriorPosted by Julia Mattei 16 Jun, 2011 16:25

Publicado em 15/06/2011 no site DIRETO DA REDAÇÃO (http://www.diretodaredacao.com/noticia/clima-de-ipm-no-itamaraty)

Clima de IPM no Itamaraty

Era de se prever, o presidente do CRBE (Conselho de emigrantes), Carlos Shinoda, que pelos votos obtidos representa cerca de 0,01% da população emigrante, depois do silêncio diante do expurgo instaurado dentro do Conselho, vai além e exige retratação, contrição e penitência do condenado, antes do sacrifício na fogueira da intolerância. A medida tem cheiro dos Inquéritos Policiais Militares da época da ditadura e mostra, parodiando-se Sheakespeare, que existe realmente algo de podre no reino do CRBE.

Só que agora o caso CRBE, esse apêndice criado pelo Itamaraty - que já mereceu reportagem desabonadora da revista Época e uma análise destruidora do jornalista Eliakim Araújo, editor do Direto da Redação, emigrante em Miami – se notabiliza não só como pretenso representante dos emigrantes brasileiros, mas por querer impor uma política digna de órgãos da época da ditadura. E para isso quer utilizar métodos abomináveis como retratação, penitência e quer obrigar a autocrítica para quem não reza pela sua cartilha.

Será que o ministro Antonio Patriota do Ministério das Relações Exteriores, ao qual entreguei pessoalmente minha crítica à atual política brasileira da emigração, vibrante panfleto em favor de um órgão institucional emigrante separado do Itamaraty, permitirá que viceje sob o teto do seu Ministério a ideologia da intolerância, do pensamento único e da mordaça, inspirada em processos inquisidores de regimes ditatoriais ?

São graves, Senhor Ministro, as absurdas exigências às quais se quer sujeitar um simples suplente do Conselho de emigrantes (CRBE) pelo crime de pensar diferente e em alta voz, nos jornais e sites para os quais escreve. Num primeiro ato, armaram sua expulsão que deveria ocorrer em surdina. Diante da péssima repercussão da expulsão junto aos emigrantes, Carlos Shinoda, o presidente de voz macia, propôs rever o ato indecente, do qual também participara com sua assinatura, num clima de pacificação.

Porém, alarmado com a transformação do mártir em herói e percebendo que sua recuperação lhe daria ainda mais prestígio e respeito, deu marcha à ré na pacificação e criou uma camisa de força vexatória para ser vestida pelo transgressor. Ou ele rejeita e renuncia, o que será melhor que uma expulsão, ou ele aceita e se desmoraliza, deve ter pensado.

É assim leitores do Brasil continental, é assim Senhor Ministro do MRE, que se age dentro desse grupúsculo eleito, entre fraudes e votos de cabresto, por 18,5 mil votos, que representam 0,5% da população emigrante. Seria para se rir, mas é para chorar, porque se o MRE deixar passar em brancas nuvens esse processo inquisitorial instaurado sob seu teto, estará aberto o precedente para outros abusos e outras torturas morais.

Existe um suplente subversivo (vamos usar a linguagem da época) dentro do CRBE, ele é apenas 1 entre 32 e nem ocupa o posto de titular, mas está minando o grupo com sua repetitiva afirmação em favor da autodeterminação dos emigrantes, contra a colonização do movimento emigrante pelos diplomatas do Itamaraty.

Ele não disse que a Terra não é o centro do universo e nem que a Terra gira em torno do Sol e nem disse que as indulgências vendidas por Tetzel são uma farsa. Nada disse de tão importante, que valeram fogueira para Giordano Bruno, retratação para Galileu e ameaça de retratação para Lutero diante da Dieta de Worms.

O tal suplente disse apenas que diplomata é diplomata e emigrante é emigrante, acentuando as diferenças, e que nada justifica a direção e o controle do movimento emigrante por diplomatas do Itamaraty.

Disse também, durante sua campanha para chegar ao CRBE, depois de ter sido titular no Conselho provisório, que, sem independência e sem autodeterminação, os membros de qualquer conselho sujeito ao Itamaraty seriam, como são, vaquinhas de presépio, aqueles pequenos animais de Natal com um único movimento possível, o da cabeça no sentido vertical do sim-sim.

Felizmente estamos no séculos XXI, pois fosse nos séculos XII a XV e sua condenação à retratação e à penitência por tantas heresias proferidas, se concluiria com a fogueira ou o empalamento.

O edital de execução assinado pelo presidente Carlos Shinoda (reproduzido no final deste texto) diz no primeiro quesito, que o condenado deverá fazer uma declaração pública dizendo ter havido exagero nas críticas ao CRBE. Batendo no peito e se flagelando com um chicote, o condenado deverá dizer – não são vaquinhas de presépio, os emigrantes devem se submeter aos diplomatas, o CRBE é nossa salvação e outras litanias, em alta voz, para que todos possam ouvir na praça pública, usando-se se possível um megafone.

O segundo quesito exige que o ato de contrição e penitência deverá ser publicado no Direto da Redação, Facebook e outros, isso inclui o Correio do Brasil, a Rede Castor e blogs de toda mídia alternativa. O condenado, de joelhos, com um garrote no pescoço, deverá renegar tudo quanto escreveu e pedir a benção aos seus algozes. Deverá negar ter havido fraude nas eleições ou consulta, deverá mastigar e comer seu artigo – Padres, pastores e despachantes viva o Conselho de emigrantes, e desmentir haver incompatibilidade no caso do conselheiro titular que é também empregado de Consulado.

A seguir, o condenado deverá destacar a seriedade e o equilíbrio do CRBE no encaminhamento dos pedidos dos emigrantes e jurar em nome do Plano de Ação, sem rir, sem fazer qualquer movimento que possa ser interpretado como ironia ou descrença.

Embora cansado, suado e sangrando, o condenado deverá repetir alto e bom tom que merece toda tortura a que está sendo submetido e que seus torturadores são pessoas responsáveis e conscientes de que assim estão evitando que se propague a erva daninha da ideologia da autodeterminação e independência dos emigrantes.

Quando a fogueira começar a crepitar, o condenado deverá dizer que ninguém foi enrolado na farinha, que foi torturado e será queimado por decisão consciente de todos os membros do CRBE, para que nunca se saiba quem lançou a idéia de se punir o herege e subversivo.

Enfim, antes de ser atado na pilha de lenha sobre a fogueira, o condenado genuflexo deverá informar que, depois de cumpridos os cinco quesitos punitivos, suas infames cinzas deverão ser enviadas ao MRE.

Seria para se rir, não fosse para chorar.

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Leia aqui o vergonhoso ato de condenação promulgado por um Conselho que reune vários religiosos, que pelo visto pregam o ódio em vez do perdão.

Prezado Conselheiro Suplente Rui Martins,

venho através desta manifestar a decisão da maioria dos Conselheiros Titulares do CRBE em acatar a vossa solicitação com as seguintes ponderações da vossa parte:

1) Comunicação pública reconhecendo que houve excesso nas criticas ao CRBE;

2) Manifestação sobre reconsideração do CRBE na coluna ¨Direto da redação¨, facebook e outros canais de comunicação;

3) Destacar a ¨seriedade e equilibrio¨ do CRBE no encaminhamento das demandas dos brasileiros residentes no exterior, um fato concreto é o Plano de Ação elaborado na reunião de trabalho em Brasilia;

4) Reafirmar que o encaminhamento da abertura do processo administrativo junto ao MRE fora feito de forma consciente e responsável por todos os Conselheiros Titulares;

5) Ter a clareza de que o aceite do pedido manifestado através do e-mail intitulado ¨Compromisso pela Pacificação¨ não se trata de declaração do CRBE ter agido de forma irresponsavel em relação a solicitação de abertura do processo administrativo encaminhado ao MRE.

6) Os itens citados acima deverão constar no comunicado oficial a ser encaminhado pelo Conselheiro Rui Martins para o MRE (resposta da notificação recebida).

Apesar do e-mail ter sido direcionado para a Presidencia do CRBE, a consulta dirigido a todos os integrantes titulares foi necessário para a tomada de decisão seja coletivo.

Atenciosamente,

Carlos Shinoda, Presidente do CRBE

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Entrevista de Hildegard Angel para Carta Capital

PolíticaPosted by Julia Mattei 17 Sep, 2010 18:03

Reportagem da revista Carta Capital


Radical chique

Cynara Menezes

14 de setembro de 2010 às 18:33h


Leia a íntegra da entrevista de Hildegard Angel a Cynara Menezes: “Todo homem público no país e seus parentes próximos deveriam tomar a iniciativa de abrir seu imposto de renda”


Enquanto seu irmão Stuart era preso e morto pela ditadura, em 1971, a jovem Hildegard Angel iniciava trajetória oposta, atuando no colunismo social do jornal O Globo, onde trabalharia, entre idas e vindas, por quase 40 anos. Em 1976, quando a mãe dos dois, a estilista Zuzu, foi assassinada pelo regime em um acidente de carro, Hildegard já era uma jornalista conhecida e atriz de TV. Não deixa de ser interessante que, aos 60, recém-saída do extinto Jornal do Brasil (agora só online), Hilde assuma uma postura de franco-atiradora.

Suas armas são um blog e o Twitter. Seus alvos: a mídia e a preferência pelo candidato José Serra, do PSDB _no mês passado, ela declarou voto em Dilma Rousseff, do PT. Na entrevista concedida a CartaCapital em sua cobertura de frente para o mar em Copacabana, Hildegard Angel, criadora do termo “emergente” para definir os novos ricos cariocas, diz que Lula sofre preconceito por ser um deles, na política. “Já o Serra é o valoroso self-made man”, ironiza.


CartaCapital – Por que a sra. decidiu apoiar Dilma Rousseff?

Hildegard Angel - Ela estava sendo tão massacrada que achei ser o momento de me posicionar. Era um bombardeio de e-mails, de sobrenomes coroadíssimos, atacando a Dilma. Começaram denegrindo pelo físico, que ela era feia, horrorosa, megera, medonha. Aí ela ficou bonita e não puderam mais falar. Então começaram a atacar a parte moral, que ela é assassina, terrorista, ladra. Isso é um reflexo da impunidade. Enquanto não colocarmos nos devidos lugares os que foram responsáveis pelas atrocidades da ditadura eles vão se sentir no direito de forjar uma realidade inexistente, de denegrir nossos mártires, nossos heróis.


CC – Antes desta eleição, a senhora já tinha se posicionado politicamente?

HA – Não. Em nível nacional é a primeira vez. E acho que meu depoimento, e o almoço que a Lily Marinho (viúva de roberto Marinho) promoveu, romperam o círculo demonizante erguido em torno da Dilma. Ali fez-se uma fissura. A classe alta pensante, os ricos mais liberais, se permitiram uma abertura.


CC – D. Lily Marinho apoia Dilma?

HA – A Lily passou a apoiar a Dilma depois que a conheceu. Quando ela fez o almoço para a Dilma, estava agindo como a mulher do Roberto Marinho, que está acima do bem e do mal e que pode se dar ao luxo de receber quem bem entende. Mas a Dilma conquistou a Lily. Antes do almoço, podia até haver a idéia de receber também os outros candidatos. Depois, não havia mais.


CC – Houve reação dos filhos de Roberto Marinho pela madrasta ter recebido a candidata do PT?

HA - A Lily tem uma relação tão harmoniosa, tão respeitosa com eles, que acho que jamais teriam qualquer tipo de reação. O jornal e toda a organização têm sido muito duros com a Dilma, mas a única matéria positiva sobre ela até hoje em O Globo, da primeira até a última palavra, foi a do almoço com a Lily.


CC – Há quatro anos o ex-prefeito de São Paulo Claudio Lembo fez uma crítica, surpreendente para alguém do DEM, contra a elite branca. A sra. acha que falava só da paulistana ou da carioca também?

HA – Da elite brasileira como um todo. É uma elite preconceituosa, que tem seus valores, seus princípios, e acha muito difícil abrir mão de suas convicções.


CC – Que tipo de rico tem preconceito com Lula?

HA - O rico do passado, da herança, do aluguel, muito apegado a tradições, a sobrenome. É uma elite na maioria não produtiva, porque a elite produtiva, o homem que emprega, que gera progresso, desenvolvimento, não deixa de aplaudir o Lula. Mas às vezes a mulher deste homem não aplaude… Diplomatas aposentados também têm preconceito com Lula. O Itamaraty sempre foi o filé mignon do serviço público brasileiro, pela cultura, pela erudição, pelo savoir faire. E a política externa atual vai na contramão disso tudo. Esse é um segmento social que rejeita o Lula, o dos punhos de renda.


CC – Nos círculos que frequenta, ainda há gente que faz piada com a origem humilde de Lula?

HA - O vaivém dos e-mails de gente da classe A contra o Lula é de uma variedade enorme…. Por exemplo: as festas caipiras do Lula incomodaram muito. Já a Zuzu Angel sempre viu uma beleza extraordinária na caipirice, tanto que foi a primeira a usar as rendas do Norte, a misturar com organza, a usar as chitas, hoje tão na moda. Minha mãe tinha uma frase: a moda brasileira só será internacional se for legítima. Por isso foi a primeira a ter penetração no exterior. De certa forma, o Lula, com as festas caipiras dele, fez o que a Zuzu fez em 1960 com a moda caipira dela.


CC – Serra também tem origem humilde. Por que não existe este preconceito com ele?

HA - Porque o perfil do Lula se adequa mais ao do emergente. O do Serra é o do valoroso self made man… O Serra, para ser o homem que é, teve de dominar os códigos da elite, pelo estudo, pela convivência com pessoas intelectualmente superiores. Já o Lula foi abrindo caminho na base da cotovelada. E, de certa maneira, se manteve fiel à sua raça. Não se transformou com a ascensão, não se desligou, guardou seu ranço de pobreza, a memória do sofrimento. Isso o tornou mais sensível.


CC – E por outro lado o faz ser malvisto?

HA - Sim, porque nunca será um igual e nem faz questão. A dona Marisa Letícia nunca abriu seus salões. Durante o governo FHC, fui inúmeras vezes convidada para recepções no Itamaraty e, em governos anteriores, até no Palácio da Alvorada. No governo Lula só fui convidada uma vez, para o Itamaraty. Black-tie nunca existiu. Isso cria uma limitação de trânsito social. Não há uma interação para esta sociedade se inserir dentro de uma linguagem que não seja de gabinete junto à família Lula. Talvez ele não se sentisse confortável fazendo isso, não é sua praia.


CC – Ainda tem muito preconceito de classe no Brasil?

HA - Cada vez menos, mas tem. O que Lula sofre é preconceito de classe, mas está sendo superado por ele mesmo. Essa possível vitória da Dilma mostra que não é só o povão, não é são só aqueles que melhoraram de situação. Tem muito rico pensando diferente, saindo do casulo, desse gueto de pensamento.


CC – O interessante é que o dinheiro também tem de ser bem-nascido. De padaria, de marmita, não é dinheiro “bom”.

HA - O dinheiro do comércio sempre foi visto no Brasil como um dinheiro sem base cultural, de origem ruim. Já o dinheiro da indústria, da área financeira, era “digno”. Agora, com a falta generalizada de dinheiro no meio dos que eram muito ricos, essas pessoas deste dinheiro de origem menos nobre conseguiram uma posição de respeitabilidade no ambiente social.


CC – Os emergentes são mais respeitados?

HA – São mais aceitos, embora o verdadeiro emergente não esteja mais preocupado com isso. O verdadeiro emergente não tem aquelas veleidades do nouveau riche de antigamente. O nouveau riche de ontem queria entrar para o soçaite, que seus filhos estudassem com os filhos do soçaite, tinham aquela visão encantada da alta sociedade. O emergente de hoje tem mais noção do seu poder, não é tão submisso. Com o empobrecimento do rico tradicional, o rico do dinheiro novo se achou numa posição de não precisar fazer tanto a corte a essas pessoas.


CC – O dinheiro de Eike Batista, por exemplo, é “nobre”?

HA – Culturalmente falando, sim. Ele é filho de Eliezer Batista, que tinha grande status no país há muitas décadas. O que acontece é que o Eike sabe muito bem o que quer. Gosta de esporte, de mulher bonita, dos filhos e do trabalho dele. Sua vida é um retrato disso. Tem um carro espetacular de corrida na sala, tem casa decorada com troféus das suas lanchas. Ele poderia ter um Picasso, mas não é aquele rico tradicional. Nós temos no país essa classe da riqueza envergonhada, que não tem muito como explicar o seu dinheiro, da riqueza escondida, que não pode ser fotografada… E o Eike, como tudo dele, acredito, seja declarado lá no imposto, pode expor seu dinheiro. Ele é o rico da riqueza assumida.


CC – O jornalista Mauricio Stycer estudou a coluna de César Giobbi no Estadão em 2002, quando Lula se candidatou pela primeira vez, e concluiu que o colunista fez campanha disfarçada para Serra. Isso é comum?

HA - Ah, a Miriam Leitão também faz… É comum o colunista ter afinidade com o veículo e ter uma linha de raciocínio que vai de encontro à dele e ao meio em que convive. O Giobbi é uma pessoa estimadíssima na alta sociedade paulistana, não é visto nem como jornalista, é visto como um da turma. A Monica Bergamo (da Folha) não é vista como uma da turma. O Giobbi é um do time, então raciocina de acordo com seu time.


CC – O colunista social no Brasil sempre é de direita?

HA - Não, os colunistas têm a posição dos seus jornais. Tenho o privilégio que nem a posição do meu jornal eu tinha. O JB se manteve fazendo um jornalismo bem tucano até seis meses atrás, mas eu mantive minha independência e o jornal me deu essa liberdade, o que não é comum.


CC – Dos colunistas sociais clássicos, como Ibrahim Sued, tinha algum que era mais de esquerda?

HA - O Zózimo (Barrozo do Amaral) era visto à esquerda, mas era muito discreto, eu nunca o vi se posicionar ostensivamente na contramão do seu grupo social. Isso não existe. Havia na época uma coisa charmosa, atraente, um esquerdismo light, fazia parte do put together da elegância.


CC – A sra. teve uma trajetória bem diferente do seu irmão Stuart. Era a burguesa da família?

HA – Não, era a caçula. A sobrevivente. Eu era atriz de teatro e passei a ter uma atividade paralela, o jornalismo, que acabou se sobrepondo à atividade artística. Até porque quando entramos no processo das comédias ligeiras em decorrência da censura, não vi mais graça. Não sei se houve algum componente psicológico nisso, mas um mês depois da morte de minha mãe, não renovei mais o contrato. Estava em cartaz com uma comédia de grande sucesso, “Bonifácio Bilhões”, com Lima Duarte e Armando Bogus. Não me aproximei mais do teatro, já estava com minha carreira encaminhada para o jornalismo. De repente me vi sem mãe, sem irmão, sem irmã (enviada para a França), meu pai morando no interior com outra família. Eu era a Angel que ficou para sobreviver, na atividade que sabia fazer, o jornalismo social, mas isso me custou o preço de eu ter de me calar e nem sequer refletir. Quando se vive num processo de muito medo você não reflete, só sobrevive. Eu consegui sobreviver tão bem que hoje eu falo. E vejo pessoas que deveriam estar falando, caladas.


CC – Outro dia a sra. falou no twitter que acha que a filha de Serra, Verônica, deveria abrir o sigilo fiscal para acabar com as dúvidas.

HA – Não só a filha do Serra, todo homem público no país e seus parentes próximos deveriam tomar a iniciativa de abrir seu imposto de renda, sua evolução patrimonial. Deveria ser lei, uma obrigação ética, moral. Causa estranheza a gente ver figuras políticas carimbadas de um dia para outro mudarem de casa, de bairro, de status, de carro, de avião, sem ter uma história profissional que justifique isso. Devia partir deles, desses homens que se dizem honrados, fazer esse gesto. Por isso acho esse escândalo pífio.


CC – A sra. também criticou na rede a passeata dos humoristas contra a “censura”. Por quê?

HA – A passeata deles não era a favor do humor, era a favor do Serra, não era contra a censura, era contra o governo. Foi uma passeata que teve um defeito de origem: não esclarecer o real motivo do humor não estar liberado, que era um projeto dos deputados, não do governo ou do TSE. Ou seja, foi uma passeata ignorante que disseminava a ignorância. Quem faz humor político não pode ser ignorante, porque é o humor mais sofisticado que há. Além disso, vi no CQC eles fazendo humor de uma maneira muito grosseira com dona Marisa Letícia, dizendo que o Eike Batista tinha faturado ela e ia comprar uma coleira… Isso se diz da mulher do presidente da República? É comparável à ofensa que o Irã fez em relação a Carla Bruni.


CC – Manifestar-se politicamente agora a recoloca mais no caminho do Stuart e da Zuzu?

HA – Me sinto um pouco refém da coragem da minha família, é como se tivesse retomado meu curso. Como se cumprisse uma trajetória que estava ali me esperando, neste momento que as pessoas se acomodaram, que estão submetidas a seus empregos, todas colocadas na grande imprensa, com uma posição monocórdia, um pensamento único. Vou estar sendo dura e talvez injusta, mas é muito fácil ser herói quando isso lhe dá ibope. Difícil é ir contra a corrente quando isso vai pegar mal para você. Sou uma colunista social e meu patrimônio são as elites. Meu leitorado principal são as elites. Me surpreende e me enternece que elas me respeitem agora mais do que nunca.


CC – Pretende se tornar uma guerrilheira online?

HA – Eu seria muito pretensiosa e desrespeitosa se de alguma maneira usasse essa qualificação de guerrilheira. Guerrilheiro foi meu irmão. Eu não fui. Estou tirando o atraso, só isso.


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Retirado de: http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/radical-chique

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Encontro para inauguração do Comitê Oficial - Dilma para Presidente, do qual o Núcleo do PT de Colônia participa

PTPosted by Julia Mattei 13 Sep, 2010 12:54

RESUMO DO ENCONTRO PARA INAUGURAÇÃO DO COMITÊ OFICIAL – DILMA PARA PRESIDENTE

Aos onze de setembro de dois mil e dez, às onze horas, na cidade de Dortmund, Alemanha, endereço Aldinghoferstr 2a, 44263 Dortmund Hörde, Alemanha, reuniram-se os integrantes da organização do Comitê – Dilma para Presidente Sr. Fernando Pinto, Sra. Tânia Peixoto, Sr. Paulo Alexandrandre Paes de Andrade, Sra. Gláucia Peixoto, Sra. Andrea Schilz e Sra. Julia Mattei, inciando as atividades de organização do espaço para o evento previsto para ter inicio às quinze horas do mesmo dia.

Mostrou-se oportuno no momento apresentar já aos presentes, cerca de quarenta pessoas, o Comitê, bem como o vídeo recebido no mesmo dia contendo a mensagem da Secretária de Relações Internacionais do PT, Sra. Iriny Lopes, agradecendo e parabenizando a inciativa da abertura do Comitê.

A Sra. Andrea pediu então a palavra e falou sobre a situação dos brasileiros no exterior e sobre a importância de um consulado intinerante na cidade de Dortmund. Foi passado um abaixo-assinado pedindo a criação de um consulado itinerante em Dortmund que atenda aos cidadãos brasileiros da região para ser entregue ao Consulado Geral do Brasil em Frankfurt com uma cópia para o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Às quinze horas foi dado início ao evento de abertura do Comitê pelo Sr. Fernando. A palavra foi passada então à Sra. Andrea, coordenadora do projeto, que falou sobre a importância do Comitê na região.

A palavra foi então novamente passada ao Sr. Fernando que palestrou cerca de dez minutos sobre o papel da Igreja no pleito eleitoral, afirmando que este é um evento democrático que deve ser apoiado e incentivado por todos os segmentos da sociedade.

Seguindo a programação prevista, a Sra. Gláucia palestrou cerca de quinze minutos sobre a relação entre a Igreja e a política, afirmando que o processo eleitoral é força de transformação da sociedade e que as pessoas que compartilham posições religiosas não devem se afastar ou manter-se alheias à política. Neste contexto, mostra-se fundamental o papel das entidades religiosas na conscientização da população.

A palavra foi então passada ao Sr. Paulo Alexandre que palestrou cerca de trinta minutos sobre a revolta estudantil e o fim dos anos dourados, comentando sobre a história do Brasil durante os primeiros anos do regime militar, principalmente sobre o ano de 1968. Falou sobre o sistema capitalista de então, criticando a idéia da “falsa maneira de se viver feliz” propagada naquela época pelo imperialismo norte-americano. Mencionou sua história como preso político e traçou um parelelo com a história de luta da companheira Dilma, mulher de expressão que viveu toda esta dura realidade. Falou que a Sra. Dilma pode não ter um passado de representação política, mas tem absolutamente um histórico de luta. Afirmou que votar em Dilma é o reconhecimento, após 40 anos, da luta por seus ideais dele, dela e de outros milhares de pessoas durante a ditadura militar.

Após pequena agitação e comentários entre os presentes sobre a palestra anteriormente proferida, alguns dos presentes tiveram que deixar o evento por falta de disponibilidade de tempo.

Ato contínuo, a Sra. Andrea passou a palavra a Sra Julia que falou cerca de dez minutos sobre a criação do Núcleo do PT de Colônia, seus propósitos, sua formação e suas atividades como Núcleo.

Aproximadamente às dezesseis horas e quarenta e cinco minutos chegaram as Sras. Sandra Bello do PT de Berlim e Alda Cotta de Utrecht. Viu-se por bem então em repetir-se a palestra do Sr. Paulo Alexandre, embora resumidamente, tendo este palestrado por cerca de mais dez minutos.

Logo após repetiu-se a apresentação do vídeo da Secretária de Relações Internacionais do PT, Sra. Iriny Lopes, em consideração àqueles que não ainda haviam tido oportunidade de assisti-lo.

Seguindo a programação, como os senhores do Núcleo do PT Lisboa a quem caberia falar sobre o PT na Europa não puderam comparecer, foi passada a palavra a Sra. Sandra Bello, que optou por não proferir sua palestra. A Sra. Sandra e a Sra. Alda tiveram que deixar o evento, mas levaram consigo material de campanha para que esta possa ser realizada também em outras regiões na Alemanha e na Holanda.

Em seguida, durante cerca de dez minutos, foi discutido pelos organizadores como seria a distribuição do material de campanha e foi passada a palavra para quem mais quisesse se manifestar e, na ausência de manifesto e nada mais tendo a tratar, a coordenadora do evento, Sra. Andrea agradeceu a presença de todos, deu por encerrado o evento determinou a mim, que servi como secretária, que registrasse o presente resumo e providenciasse o envio de cópia à Secretaria Nacional de Relações Internacionais do PT. O presente vai por mim e pela Sra. Coordenadora assinados como sinal de sua aprovação.


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Coordenadora do evento

Andrea Schilz

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Secretária do evento

Julia Mattei de Oliveira Maciel



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Dilma Rousseff é entrevistada pelo Jornal Nacional

NotíciasPosted by Julia Mattei 10 Aug, 2010 10:45

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, foi entrevistada ao vivo nesta segunda-feira (9) no Jornal Nacional pelos apresentadores William Bonner e Fátima Bernardes. A candidata Marina Silva (PV) será entrevistada na terça-feira e José Serra (PSDB), na quarta. A ordem das entrevistas foi definida em sorteio.


Ela respondeu a perguntas dos entrevistadores durante 12 minutos. Abaixo, leia a transcrição das perguntas e respostas.


William Bonner: O Jornal Nacional dá início nesta segunda-feira a uma série de entrevistas ao vivo com os principais candidatos à Presidência da República. Nós vamos abordar aqui temas polêmicos das candidaturas e também confrontar os candidatos com suas realizações em cargos públicos. É claro que não seria possível esgotar esses temas todos em uma única entrevista, mas nas próximas semanas os candidatos estarão também no Bom Dia Brasil e no Jornal da Globo.

O sorteio realizado com a supervisão de representantes dos partidos determinou que a candidata do PT, Dilma Rousseff, seja a entrevistada de hoje. Nós agradecemos a presença da candidata. Boa noite, candidata.


Dilma Rousseff: Boa noite.


William Bonner: E informamos também que o tempo de 12 minutos da entrevista começa a contar a partir de agora. Candidata, o seu nome como candidata do PT à Presidência foi indicado diretamente pelo presidente Lula, ele não esconde isso de ninguém. Algumas pessoas criticaram, disseram que foi uma medida autoritária, por não ter ouvido as bases do PT. Por outro lado, a senhora não tem experiência eleitoral nenhuma até este momento. A senhora se considera preparada para governar o Brasil longe do presidente Lula?


Dilma Rousseff: Olha, William, olha, Fátima, eu considero que eu tenho experiência administrativa suficiente. Eu fui secretária municipal da Fazenda, aliás, a primeira secretária municipal da Fazenda de capital. Depois eu fui sucessivamente, por duas vezes, secretária de Energia do Rio Grande do Sul. Assumi o ministério de Minas e Energia, também fui a primeira mulher, e fui coordenadora do governo ao assumir a chefia da Casa Civil, que, como vocês sabem, é o segundo cargo mais importante na hierarquia do governo federal. Então, eu me considero preparada para governar o país. E mais do que isso, eu tenho experiência, eu conheço o Brasil de ponta a ponta, conheço os problemas do governo brasileiro.


William Bonner: Mas a sua relação com o presidente Lula, a senhora faz questão de dizer que é muito afinada com ele. Junto a isso, o fato de a senhora não ter experiência e ter tido o nome indicado diretamente por ele, de alguma maneira a senhora acha que isso poderia fazer com que o eleitor a enxergasse ou enxergasse o presidente Lula atualmente como um tutor de seu governo, caso eleita?


Dilma Rousseff: Você sabe, Bonner, o pessoal tem de escolher o que é que eu sou. Uns dizem que eu sou uma mulher forte, outros dizem que eu tenho tutor. Eu quero te dizer o seguinte: a minha relação política com o presidente Lula, eu tenho imenso orgulho dela. Eu participei diretamente com o presidente, fui braço direito e esquerdo dele nesse processo de transformar o Brasil num país diferente, num país que cresce, que distribui renda, em que as pessoas têm a primeira vez, depois de muitos anos, a possibilidade de subir na vida. Então, eu não vejo problema nenhum na minha relação com o presidente Lula. Pelo contrário, eu vejo que até é um fator muito positivo, porque ele é um grande líder, e é reconhecido isso no mundo inteiro.


Fátima Bernardes: A senhora falou de temperamento. Alguns críticos, muitos críticos e alguns até aliados falam que a senhora tem um temperamento difícil. O que a gente espera de um presidente é que ele, entre outras coisas, seja capaz de fazer alianças, de negociar, ter habilidade política para fazer acordos. A senhora de que forma pretende que esse temperamento que dizem ser duro e difícil não interfira no seu governo caso eleita?


Dilma Rousseff: Fátima, estava respondendo justamente isso, eu acho que têm visões construídas a meu respeito. Eu acho que sou uma pessoa firme. Acho que em relação aos problemas do povo brasileiro, eu não vacilo. Acho que o que tem que ser resolvido prontamente, nós temos que fazer um enorme esforço. Eu me considero hoje, até pelo cargo que ocupei, extremamente preparada no sentido do diálogo. Nós, do governo Lula, somos eminentemente um governo do diálogo. Em relação aos movimentos sociais, você nunca vai ver o governo do presidente Lula tratando qualquer movimento social a cassetete. Primeiro nós negociamos, dialogamos. Agora, nós também sabemos fazer valer a nossa autoridade. Nada de ilegalidade nós compactuamos.


Fátima Bernardes: Agora, no caso, por exemplo, a senhora falou de não haver cassetete, mas talvez seja a forma de a senhora se comportar. O próprio presidente Lula, este ano, em discurso durante uma cerimônia de posse de ministros, ele chegou a dizer que achava até natural haver queixas contra a senhora, mas que ele recebeu na sala dele várias pessoas, colegas, ex-ministros, ministros, que iam lá se queixar que a senhora maltratava eles.


Dilma Rousseff: Olha, Fátima, é o seguinte, no papel... Sabe dona de casa? No papel de cuidar do governo é meio como se a gente fosse mãe. Tem uma hora que você tem de cobrar resultado. Quando você cobra resultados, você tem de cobrar o seguinte: olha, é preciso que o Brasil se esforce, principalmente o governo, para que as coisas aconteçam, para que as estradas sejam pavimentadas, para que ocorra saneamento. Então tem uma hora que é que nem... Você imagina lá sua casa, a gente cobra. Agora, tem outra hora que você tem de incentivar, garantir que a pessoa tenha estímulo para fazer.


Fátima Bernardes: Como mãe eu entendo, mas, por exemplo, como presidente não tem uma hora que tem que ter facilidade de negociar, por exemplo, futuramente no Congresso, futuramente com líderes mundiais, ter um jogo de cintura ai?


William Bonner: O presidente falou em maltratar, não é, candidata?


Dilma Rousseff: Não, o presidente não falou em maltratar, o presidente falou que eu era dura.


William Bonner: Não, ele disse isso. A senhora me perdoe, mas o discurso dele está disponível. Ele disse assim: as pessoas diziam que foram maltratadas pela senhora. Mas a gente também não precisa ficar nessa questão até o fim da entrevista, têm outros temas.


Dilma Rousseff: É muito difícil, depois de anos e anos de paralisia, e houve isso no Brasil. O Brasil saiu de uma era de desemprego, desigualdade e estagnação para uma era de prosperidade. Nós tínhamos perdido a cultura do investimento...

William Bonner: Vamos falar de alianças políticas, o que é importante...

Dilma Rousseff: ...e aí houve uma força muito grande da minha parte nesse sentido, de cumprir meta, de fazer com que o governo Lula fosse esse sucesso que eu tenho certeza que ele está sendo.


William Bonner: A senhora tem agora nessa candidatura, além do apoio do presidente, a senhora também tem alianças, né?, formadas para essa sua candidatura. Por exemplo, a do deputado Jader Barbalho, por exemplo, a do senador Renan Calheiros, por exemplo, da família Sarney. A senhora tem o apoio do ex-presidente Fernando Collor. São todas figuras da política brasileira que, ao longo de muitos anos, o PT, o seu partido, criticou severamente. Eram considerados como oligarcas pelo PT. Onde foi que o PT errou, ou melhor, quando foi que ele errou: ele errou quando fez aquelas críticas todas ou está errando agora, quando botou todo mundo debaixo do mesmo guarda-chuva?


Dilma Rousseff: Eu vou te falar. Eu perguntava outra coisa: onde foi que o PT acertou? O PT acertou quando percebeu que governar um país com a complexidade do Brasil implica necessariamente a sua capacidade de construir uma aliança ampla.


William Bonner: Errou lá atrás?


Dilma Rousseff: Não. Nós não... O PT não tinha experiência de governo, agora tem. Agora... Nós não erramos e vou te explicar em que sentido: não é que nós aderimos ao pensamento de quem quer que seja. O governo Lula tinha uma diretriz: focar na questão social. Fazer com que o país tivesse a seguinte oportunidade: primeiro, um país que era considerado dos mais desiguais do mundo, diminuir em 24 milhões a pobreza. Um país em que as pessoas não subiam na vida elevar para as classes médias 31 milhões de brasileiros. Para fazer isso, quem nos apoia, aceitando os nossos princípios e aceitando as nossas diretrizes de governo, a gente aceita do nosso lado. Não nos termos de quem quer que seja, mas nos termos de um governo que quer levar o Brasil para um outro patamar, para uma outra...


William Bonner: O resumo é: o PT não errou nem naquela ocasião, nem agora.


Dilma Rousseff: Não, eu acho que o PT não tinha tanta experiência, sabe, Bonner, eu reconheço isso. Ninguém pode achar que um partido como o PT, que nunca tinha estado no governo federal, tem, naquele momento, a mesma experiência que tem hoje. Acho que o PT aprendeu muito, mudou, porque a capacidade de mudar é importante.


William Bonner: Vamos lá. Candidata, vamos aproveitar o tempo da melhor

maneira. O PT tem hoje já nas costas oito anos de governo. Então é razoável que a gente tente abordar aqui alguma das realizações. Vamos discutir um pouco o desempenho do governo em algumas áreas, começando pela economia. O governo festeja, comemora muito melhoras da área econômica. No entanto, o que a gente observa, é que quando se compara o crescimento do Brasil com países vizinhos, como Uruguai, Argentina, Bolívia, e também com aqueles pares dos Brics, os chamados países emergentes, como China, Índia, Rússia, o crescimento do Brasil tem sido sempre menor do que o de todos eles. Por quê?


Dilma Rousseff: Olha, eu acredito que nós tivemos um processo muito mais duro no Brasil com a crise da dívida e com o governo que nos antecedeu.


William Bonner: Mais duro do que no Uruguai e na Bolívia, candidata?


Dilma Rousseff: Acho que o Uruguai e a Bolívia são países, sem nenhum menosprezo, acho que os países pequenos têm que ser respeitados, do tamanho de alguns estados menores no Brasil. O Brasil é um país de 190 milhões de habitantes. Nós tivemos um processo no Brasil muito duro. Quando chegamos no governo, a inflação estava fora do controle. Nós tínhamos uma dívida com o Fundo Monetário, que vinha aqui e dava toda a receita do que a gente ia fazer.


William Bonner: Correto, candidata. Mas a Rússia. A Rússia também teve dificuldades e é um país enorme...


Dilma Rousseff: Mas, só um pouquinho. Mas o que nós tivemos que fazer, Bonner. Nós tivemos que fazer um esforço muito grande para colocar as finanças no lugar e depois, com estabilidade, crescer. E isso, este ano, a discussão nossa é que estamos entre os países que mais crescem no mundo, estamos com a possibilidade de ter uma taxa de crescimento do Produto Interno Bruto de 7%.


William Bonner: Mas abaixo dos demais.


Dilma Rousseff: Não necessariamente, Bonner. Porque a queda, por exemplo, na Rússia... Sem falar, sem fazer comparações com soberba... Mas a queda da economia russa no ano passado foi terrível.


William Bonner: A senhora, de alguma maneira...


Fátima Bernardes: Vamos falar agora... Só um minutinho.


Dilma Rousseff: Criamos quase 1,7 milhão de empregos no ano da crise.


Fátima Bernardes: Candidata, vamos falar um pouquinho de outro problema, que é o saneamento. Segundo dados do IBGE, o saneamento no Brasil passou de 46,4% para 53,2% no governo Lula, um aumento pequeno, de 1 ponto percentual mais ou menos, ao ano. Por que o resultado fraco numa área que é muito importante para a população?


Dilma Rousseff: Porque nós vamos ter um resultado excepcional a partir dos dados quando for feita a pesquisa em 2010. Talvez, Fátima, uma das áreas em que eu mais me empenhei foi a área de saneamento. Porque o Brasil, só para você ter uma ideia, investia menos de R$ 300 milhões, o governo federal, menos de R$ 300 milhões no Brasil inteiro. Hoje, aqui no Rio, numa favela, aqui, a da Rocinha, em que eu estive hoje, nós investimos mais de R$ 270 milhões.


Fátima Bernardes: Mas, candidata, esses são dados de seis anos. Quer dizer, esse resultado que a senhora está falando... vai aparecer de um ano e meio para cá?


Dilma Rousseff: O que aconteceu. Nós lançamos o Programa de Aceleração do Crescimento, para o caso do saneamento, na metade de 2007. Começou a amadurecer porque o país parou de fazer projetos, prefeitos e governadores. Apresentaram os projetos agora, em torno do início de 2008, e aceleraram. Eu estava vendo recentemente que nós temos hoje uma execução de obras no Brasil inteiro. Aqui, Rocinha, Pavão-Pavãozinho, Complexo do Alemão. Obras de saneamento, obras de habitação. A Baixada Santista, no Rio, e a Baixada Fluminense aqui no Rio de Janeiro, ela teve um investimento monumental em saneamento.


Fátima Bernardes: A gente gostaria agora que a senhora, em 30 segundos, desse uma mensagem ao eleitor, se despedindo então da sua participação no Jornal Nacional.


Dilma Rousseff: Olha, eu agradeço a vocês dois e quero dizer para o eleitor o seguinte: o meu projeto é dar continuidade ao governo do presidente Lula. Mas não é repetir. É avançar e aprofundar, é basicamente esse olhar social, que tira o Brasil de uma situação de país emergente e leva o nosso país a uma situação de país desenvolvido, com renda, com salário decente, com professores bem pagos e bem treinados. Eu acredito que o Brasil... É a hora e a vez dele. E que nós vamos chegar a uma situação muito diferente, cada vez mais avançada agora no final de 2014, deste governo.


Fátima Bernardes: Muito obrigada, candidata, pela sua participação aqui na bancada do Jornal Nacional. Amanhã, a entrevistada ao vivo aqui no Jornal Nacional será a candidata do PV, Marina Silva.



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Em: http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/08/dilma-rousseff-e-entrevistada-pelo-jornal-nacional.html

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Inaugurado o 1o comitê DILMA PRESIDENTE no exterior

PTPosted by Julia Mattei 26 Jul, 2010 14:03

COMITÊ DILMA PRESIDENTE INSTALADO EM MASSACHUSETTS

Terça-feira, 13 de Julho de 2010



Chegou o Comitê do Povo!


Agora é prá valer! Dilma tem seu comitê eleitoral instalado oficialmente na cidade de Framingham, Massachusetts, Estados Unidos. O escritório do Comitê, ficou pequeno para tanta gente que comparerceu ao evento. Trabalhadores, comerciantes, jornalistas, donas de casa e líderes comunitários, vieram oferecer seu apoio a candidatura de Dilma Rousseff para presidente do Brasil.



Para este momento especial, foi convidado o brasilianista Mark Levingin que pertence a um dos mais renomados sindicatos americanos, o AFSCME que representa milhares de trabalhadores do serviço público federal.


Em seu discurso emocionante , Lavegin fez um paralelo entre o Brasil de 2002 e o de 2010 e os grandes avanços em vários setores da economia brasileira promovidos por este governo. “A importância de vermos a continuidade do governo Lula está em elejer Dilma”, que segundo ele, é fundamental para que o Brasil continue crescendo e abrangendo suas relações internacionais com outros países.


Um outro fator levantado foi a análise feita com relação ao setor energetico brasileiro que deverá alcançar grandes demandas em 4 ou 5 anos, como resultado do processo de aceleração da economia implantado por Lula. E Dilma com toda sua experiência nesta área terá um papel crucial para que isto aconteça de forma competente.


Os presentes também se manifestarm relatando o quanto a vida de seus familiares e amigos tem mudado pra melhor lá no Brasil. Os programas sociais implantados pelo governo Lula elevaram a dignidade da população carente e restabeleceu um compromisso profundo do Estado com o bem estar do povo.


Em relação aos brasileiros vivendo no exterior, as iniciativas do governo como a criação de cartilhas de ajuda ao imigrante, as conferências do Itamaraty, a criação do conselho de brasileiros, a abertura de novos consulados e as ações da caixa Econômica foram algumas das citadas pelos presentes. No entanto, todos reconhecem que estas conquistas serão preservadas e até ampliadas pelo governo Dilma visando um compromisso assumido pelo governo Lula com estes imigrantes que remetem bilhões de dólares anualmente para o Brasil.


Ao final, a presidente do Núcleo do PT nos EUA, a socióloga Cláudia Tamsky, ressaltou a trajetória da companheira Dilma Rousseff apresentando aos convidados um painel que foi montado na parede do escritório do comitê com a biografia de Dilma, os quais foram retirados do site oficial da candidata. Além disso, as linhas gerais do seu programa de governo foram também expostas em forma de painel e discutidas com os presentes.


Assessoria de Comunicação, Comitê Dilma Presidente/EUA.




___________


Retirado do site do Núcleo do PT-USA com devida autorização: http://www.amigospetistasnoexterior.org/?action=viewpage&pid=3&cid=48#COMITE_DILMA_PRESIDENTE_INSTALADO_EM_MASSACHUSETTS

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Entre Ambiente e Economia

NotíciasPosted by Julia Mattei 16 Jul, 2010 12:13

Brasil na 1a Página do Frankfurter Allgemeiner Zeitung: bom ou ruim?



Ölpest


Leck im Golf dicht - Brasilien bohrt

in Tiefsee




Drei Monate nach der Explosion der „Deepwater Horizon“ strömt endlich kein Öl

mehr aus dem Bohrloch im Golf von Mexiko. Während der WWF ein generelles

Stopp in sensiblen Gebieten fordert, beginnt Brasilien gerade erst mit Tiefsee-

Bohrungen.



Im Kampf gegen die Ölpest im Golf von Mexiko ist der britische Energiekonzern BP

einen bedeutenden Schritt vorangekommen. Experten gelang es am Donnerstag (Ortszeit), alle Ventile eines Auffangzylinders zu schließen.

Erstmals seit der Katastrophe Ende April fließe kein Öl mehr ins Meer, sagte BP-Manager Kent Wells am Donnerstag. Allerdings warnte er zugleich vor überzogenen Erwartungen. Zunächst bleibe das Leck in 1500 Meter Tiefe lediglich zu Testzwecken geschlossen. Der amerikanische Präsident Barack Obama sprach

von einem positiven Signal.


In den nächsten sechs bis 48 Stunden wird nun gemessen, ob die 40 Tonnen schwere Abdichtung dem Druck des herausströmenden Öls standhält. Dazu wurden Ventile an der Anlage geschlossen. Bei den Tests soll geklärt werden, ob das Steigrohr in der Tiefe bei einer Schließung des Lecks dem Druck standhält oder ob es Lecks gibt. Die vermutlich einzig sichere Methode, die Ölquelle dauerhaft zu versiegeln, liegt wohl in Entlastungsbohrungen, an denen parallel gearbeitet wird. Damit wird aber frühestens Ende Juli oder Anfang August gerechnet.



Brasilien beginnt mit der Ausbeutung von Ölvorkommen



Unterdessen hat Brasiliens staatlicher Ölkonzern Petrobrasam Donnerstag vor der

Atlantikküste des südamerikanischen Landes mit der Ausbeutung von Ölvorkommen in großer Meerestiefe begonnen. Aus einem knapp 5000 Meter tief liegenden Ölfeld vor der Küste des Bundesstaates Espírito Santo sollen zunächst 13.000 Barrel Öl pro Tag gefördert werden, wie Petrobras mitteilte. Bis Ende 2010 würden mehrere Bohrlöcher mit einer Plattform verbunden und die Förderung dann bei bis zu 100.000 Barrel am Tag liegen. Vor der Küste Brasiliens wurden in den vergangenen Jahren riesige Ölvorkommen entdeckt, die aber in erheblicher Tiefe von einigen tausend Metern und unter einen dicken Salzschicht liegen. Die Förderung gilt als teuer. Die Regierung verspricht sich Milliarden-Einnahmen.



Staatschef Luiz Inácio Lula da Silva betonte anlässlich des Förderbeginns: „Es ist

logisch, wenn das Öl Brasilien gehört, wollen wir auch, dass 190 Millionen Brasilianer vom Ölgeld profitieren.“ Er verteidigte die Investitionen in die Erforschung und Förderung der Vorkommen und kritisierte zugleich den Umgang mit der Öl-Katastrophe im Golf von Mexiko. „Was dort passiert ist, war kein Unfall, sondern ein Desaster.“ Es habe Geld gespart werden sollen und deswegen sei weniger Sicherheitstechnik als notwendig installiert worden. „Wir haben Technologie, und so Gott will, werden wir es nicht erlauben, dass so etwas hier passiert“, sagte Lula einige Stunden bevor der BPKonzern meldete, dass das Ölleck im Golf von Mexiko habe abgedichtet werden können.



WWF fordert Stopp der Offshore-Förderungen in sensiblen Gebieten



Der Untergang der von BP betriebenen Bohrinsel „Deepwater Horizon“ am 20. April, bei der elf Menschen ums Leben kamen, hat die größte Umweltkatastrophe in

der amerikanischen Geschichte ausgelöst. Bisher verschmutzen Tag für Tag bis zu 8200 Tonnen Rohöl das Meer, weite Teile der amerikanischen Golfküste sind

verseucht. Die Ölpest bedroht Flora und Fauna sowie wichtige Wirtschaftszweige wie Tourismus und Fischerei entlang der amerikanischen Golfküste.

Die eigentliche Aufräumarbeit beginnt erst jetzt. „Es wird mehr als ein Jahrzehnt dauern, bis sich die Natur einigermaßen von diesem Unfall erholt hat“,

prognostiziert Hans Ulrich Rösner vom World Wide Fund For Nature (WWF) Deutschland. Er bemängelt, dass noch immer nicht die notwendigen Konsequenzen aus dem Unfall gezogen worden seien. Der WWF fordert ein globales Kontrollorgan für Ölbohrungen auf hoher See und einen Stopp in allen sensiblen Gebieten. Die Ölkatastrophe im Golf vom Mexiko beweise seit Monaten jeden Tag aus Neue, das Offshore-Förderungen selbst mit modernster Technik mit unkalkulierbarem Risiko verbunden seien. Um dieses Risiko zu minimieren, helfe letztlich nur ein möglichst zügiger Abschied vom Öl und die Förderung erneuerbarer Energien.



Der Ölkonzern BP versucht, Geld in die Kasse zu bekommen



BP hat wegen der Kosten für die Beseitigung der Schäden etwa die Hälfte seines

Börsenwerts verloren. Seit dem Untergang der Plattform hat der Konzern zahlreiche, letztlich erfolglose Versuche unternommen, das Öl einzudämmen. Wegen der kaum abschätzbaren Folgekosten ist BP mittlerweile dabei, Käufer für Unternehmensteile zu finden, um Geld in die Kasse zu bekommen.

Wie CNBC berichtete, bemüht sich der Energiekonzern Apache unter anderem um

größere Aktivitäten von BP in Alaska. Das Geschäft könnte BP zehn Milliarden Dollar

bringen. BP weckte mit der Nachricht des abgedichteten Lecks auch an der Wall Street erstmals Hoffnungen auf ein Ende des Ölkatastrophe. Die in New York notierte Aktie des britischen Konzerns sprang nach dem Bericht um 7,6 Prozent in die Höhe.



Text: FAZ.NET

Bildmaterial: AFP, dpa

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